Entretenimento | Gastronomia

3 séries incríveis para apaixonados por gastronomia

| 19 de setembro de 2019

Não é novidade que eu amo gastronomia – e isso vai muito além do ato de comer, é claro! Amo ler sobre o assunto, pesquisar, conversar e assistir conteúdos sobre isso. No meu período de pesquisa para o TCC, mergulhei a fundo em livros, revistas, filmes e séries que abordassem o tema e que me trouxessem referências e inspirações, tanto de conteúdo, quanto de formato. Isso expandiu minha visão e me vi bem mais capacitada para falar sobre culinária, um tema que sempre adorei, mas que sigo em busca de refinamento.

Nesse momento de ler&ver tudo que eu encontrava sobre gastronomia, me deparei com três séries que valem um super destaque especial e a indicação para ocupar seu tempo livre. São leves, divertidas e, claro, tem comida envolvida!

Chef’s Table é uma série em formato de documentário produzida pela Netflix. São seis temporadas e cada episódio narra a vida de um chef, mostrando sua história, trabalho em restaurantes estrelados e até a concepção criativa dos pratos por trás do resultado final. Os restaurantes de 11 dos chefs apresentados na série entraram para a lista dos 50 melhores do mundo. Apesar de abordar essencialmente a gastronomia, a série passeia também por temas como viagem e história. Destaque para a fotografia da série: é perfeita! Os takes vão desde a compra dos alimentos até a entrega do prato ao cliente, passando pelo primoroso modo de preparo, documentado impecavelmente pelo programa. Com narrativa fluida e envolvente, é possível se inserir na história e acompanhar uma espécie de biografia sucinta do chef, que depois seguirá à culinária. Esse estilo de trama conduz o espectador e, somado à fotografia, traz dinamismo aos episódios. 

Street Food, também da Netflix, leva a mesma narrativa para a comida de rua. Ao apresentar o lado popular da alta gastronomia, a série conduz o público a uma imersão na cultura local. Os pratos caros e restaurantes refinados são deixados de lado, abrindo espaço para calçadas esfumaçadas e pequenos estabelecimentos em zonas populares. O principal aspecto desta série que a deixa tão única é a valorização da comida comum como cultura. 

Por fim, apesar de girar em torno do turismo, o programa Pedro Pelo Mundo, da GNT, insere muito bem a gastronomia como fator cultural de um país. Em seus roteiros, o jornalista Pedro Andrade viaja pelos quatro cantos do planeta e mergulha de cabeça na cultura local, conversando com os moradores e trazendo embasamento histórico. A construção dos episódios é um dos pontos mais altos, porque traz muito dinamismo ao misturar os elementos como história e alimentação, que fazem parte da expressão cultural de cada país. O mais interessante é poder ver como os sabores e ingredientes refletem nos hábitos e tradições de cada lugar. 

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A assustadora realidade de The Handmaid’s Tale

| 30 de agosto de 2018

O futuro de The Handmaid’s Tale é aterrorizante. Gilead era os antigos Estados Unidos, que após um golpe político, foi transformado em uma sociedade submetida à normas totalitárias. As mais prejudicadas com a mudança são as mulheres, que foram impedidas de trabalhar, ter seu próprio dinheiro e até mesmo ler. A partir desse momento, passaram a viver subordinadas aos homens e foram divididas em castas: as Esposas são mulheres inférteis, casadas com os Comandantes e que fazem parte da elite de Gilead; as Marthas também são mulheres inférteis, mas de classe social inferior, então desempenham trabalhos domésticos; por fim, as Aias são “servas” enviadas às casas dos Comandantes para procriar, já que são as únicas mulheres férteis que restaram na nação. Elas são submetidas a estupros ritualizados praticados pelo Comandante, enquanto a Esposa assiste a tudo e até participa do ato, segurando as mãos da Aia para ela não se mexer.

Todo esse sistema foi motivado pela questão ambiental: os Estados Unidos enfrentavam baixas taxas de fertilidade, causadas pela poluição e por doenças sexualmente transmissíveis. Para reverter esse quadro, um grupo assumiu o poder e criou Gilead, um novo estado fundamentado em regras totalmente conservadoras e com fundamentação religiosa.

A série produzida pelo serviço de streaming Hulu foi baseada no livro homônimo de 1985, escrito por Margaret Atwood. No entanto, apesar de ter sido escrita há mais de 30 anos, a história continua atual e traz uma reflexão acerca da sociedade em que vivemos.

É difícil ignorar o movimento feminista nos dias de hoje. O empoderamento feminino é pauta nas mais diversas produções cinematográficas e é o foco principal de The Handmaid’s Tale. As mulheres foram completamente subordinadas aos homens em uma sociedade conservadora, que reforça o machismo e que regride séculos. Sua participação fica minimamente reduzida ao título de Esposa, no caso de mulheres da elite. A situação é ainda pior com mulheres de classes marginalizadas ou que quebram alguma regra da nova constituição. De maneira nada sutil, a série traz o debate do movimento feminista e expõe uma sociedade totalmente patriarcal. Ainda que se passe no futuro, a dúvida levantada é como foi possível regredir tanto nos direitos conquistados pelas mulheres ao longo dos anos.

Serena Joy Waterford, uma das personagens principais da série, ilustra bem esse cenário. Foi apresentada como a esposa do Comandante Waterford, que aguarda a aia Offred lhe dar um bebê. No decorrer dos episódios, porém, percebe-se que Serena já foi uma ativista, escritora e participou da criação de Gilead. Após o novo governo ser finalmente implantado, ela percebe que limitou seu papel na sociedade que ajudou a criar. Uma das consequências foi sua carreira como escritora, que desapareceu com a nova legislação que proíbe mulheres de ler e escrever. Serena contribuiu para a origem de uma nova organização que extinguiria seus direitos como mulher.

A homossexualidade é abordada de maneira mais discreta, mas ainda é importante na série. A personagem Emily, ou então Ofglen, é considerada uma “traidora de gênero” porque é casada com outra mulher. O novo governo não tolera qualquer tipo de demonstração amorosa fora do que é considerado “padrão” por eles, ou seja, relacionamentos heteronormativos. As pessoas que quebram essa regra podem ser mortas ou enviadas às Colônias. Na série, Emily apenas não foi morta porque ainda é fértil e pode assumir a função de uma Aia.

O contexto político da nossa sociedade faz um paralelo direto ao de The Handmaid’s Tale. A série estreou em abril de 2017, poucos meses após Donald Trump assumir a presidência dos Estados Unidos. Os seus discursos polêmicos são repletos de declarações racistas e xenofóbicas. Não muito distante, temos o deputado Jair Bolsonaro, que já demonstrou diversas vezes ter comportamentos machistas e homofóbicos.

Em pleno século XXI, quem toma as decisões sobre o corpo feminino ainda são os homens. Por isso, mais do que nunca, a série tem extrema relevância para abordar (mesmo que na ficção), temas envolvendo a objetificação e controle da mulher.

Se você ainda não assistiu, fica aqui minha indicação! Aproveite para ler essa entrevista que fiz com a Madeline Brewer, atriz que interpreta a Janine. Vale a leitura para entender um pouco melhor sobre todo esse universo de Gilead!

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Making a Murderer

| 26 de março de 2017

Produzida pela Netflix, Making a Murderer é um documentário que retrata a história completa de Steven Avery

O jovem foi preso e acusado de ter estuprado uma mulher. Porém, 18 anos depois, foi liberado da cadeia e declarado inocente por meio de um exame de DNA.  Steven, então, retorna ao ferro-velho onda morava com sua família na cidade de Manitowoc, Wisconsin.

Acreditando que seu pesadelo havia acabado, ele se vê mais uma vez como destaque na mídia quando é indicado como o principal suspeito do assassinato de Teresa Halbach, uma jornalista e fotógrafa. Os ossos carbonizados da vítima são encontrados no quintal da casa de Steven, o que aumenta ainda mais a suspeita de que ele seria o autor do crime.

A história retrata um sistema judiciário norte-americano longe do que imaginamos e do que é retratado em séries e filmes: há falhas, mentiras, imparcialidade e muitos outros problemas que apontam para uma justiça fraca e manipulada. 

Nos dez episódios da primeira e única temporada até o momento, a série acompanha a investigação e o julgamento de Steven e seu sobrinho Brendan Dassey, que também foi acusado de ter participado do crime.

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Você precisa assistir The OA!

| 17 de dezembro de 2016

Quantas vezes você recebeu uma indicação de série que demorou vários episódios pra te prender de vez? Confesso que, para mim, série boa vai te prender desde o começo. 

Ontem vi uma propaganda no YouTube de uma série nova da Netflix: The OA. A sinopse me interessou e eu comecei a assistir. A história me consumiu tão rápido que, agora que terminei todos os episódios, vim tentar convencer vocês a assistirem também.

Para aqueles que assistiram Stranger Things, já posso adiantar que as séries são bem parecidas. Não que uma seja cópia da outra, mas alguns elementos são semelhantes e garantem aquela fisgada do telespectador em tão pouco tempo de episódio.

Prairie Johnson ficou desaparecida por sete anos. A volta dela seria apenas mais uma história de superação se não envolvesse um grande mistério por trás: quando desapareceu, Prairie era cega; agora, ao voltar, ela enxerga. Tanto os pais quanto o FBI pedem para que ela conte o que ocorreu nesses anos, mas a jovem não o faz até encontrar um grupo de amigos que pode ajuda-la em sua missão.  

A série mexe muito com o sobrenatural e devo dizer que, mesmo não gostando dessas coisas mais extraordinárias, The OA me agradou MUITONo total, são 8 episódios e cada um dura, em média, uma hora. A atriz principal que interpreta Prairie,  Brit Marling, é co-criadora da série ao lado de Zal Batmanglij. A produção ficou por conta da Netflix e da Plan B, produtora do ator Brad Pitt.  

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5 séries para assistir enquanto a sua favorita não volta do hiato!

| 10 de dezembro de 2016

Quem é viciado em alguma série sabe o sofrimento que é ficar meses sem ela. As séries costumam escolher um período do ano para entrar de férias (hiatus); isso pode ser para dar uma pausa na temporada ou até mesmo dar início a uma nova. Seja qual for o motivo, nós não aguentamos esperar e temos que nos contentar com esse intervalo que mais parece uma eternidade.

Sei o quanto isso é ruim, porque no momento me sinto assim com How To Get Away With Murder (vocês assistem? O último episódio deixou todo mundo curioso!). Então que tal aproveitar esse tempo de espera para os próximos episódios investindo em uma série nova? Vem que eu te mostro 5 opções diferentes para você ficar entretido e, quem sabe, arranjar um vício novo!

3%
3% é a primeira série brasileira produzida para a Netflix. Ela conta a história de uma sociedade distópica e pós-apocalíptica. O planeta está devastado e, para ter a chance de sobreviver, os cidadãos passam por um processo aos 20 anos. Essa seleção de provas físicas e psicológicas levam os vencedores ao Maralto, uma região onde as oportunidades garantem uma vida satisfeita. Entretanto, apenas 3% dos inscritos chegarão lá.
Black Mirror 
Black Mirror é uma série tensa e que vai te fazer refletir sobre muitas coisas. Cada episódio explora uma história diferente, sempre envolvendo as mudanças que a tecnologia está trazendo à sociedade, sejam elas boas ou ruins.

Designated Survivor
O capitólio, nos Estados Unidos, sofre um ataque a bomba. O acidente matou o presidente do país, além de vários outros funcionários que lá estavam. Tom, o secretário de habitações e desenvolvimento urbano, se vê com a grande missão de assumir a presidência do país mais poderoso do mundo. Aos poucos, ele descobre uma grande conspiração e precisa proteger sua família dos perigos que ela traz.

The Crown
The Crown vai te levar de volta aos anos 50 do século passado. Explorando o universo da realeza, conta a história da Rainha Elizabeth II e as audiências semanais que fazia com seus primeiros-ministros. A série foi baseada na peça The Audience.
Westworld
Produzida pelo HBO, Westworld veio para concorrer com os vários lançamentos da Netflix. A história mostra um parque temático futurístico para adultos, dedicado à diversão dos ricos. Ele reproduz o Velho Oeste com andróides, que acreditam que são humanos e levam uma vida real.  Quem visita o local pode ter uma experiência completa de liberdade, em um lugar onde não é preciso obedecer regras ou leis. Entretanto, uma atualização no sistema dá errado e as “consciências artificiais” começam a perceber que suas existências não passavam de uma grande mentira.
Agora é com vocês: quais séries vocês me indicam? E dessas, quais já assistiram?

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