Viagem

Arquipélago de San Blas: um paraíso no Panamá

| 18 de fevereiro de 2020

Esqueça o Canal do Panamá ou os shoppings com preços convidativos; o Panamá possui praias paradisíacas e que merecem sua visita! A mais famosa dela, na verdade, é um conjunto de ilhas. O Arquipélago de San Blas é composto por 365 ilhas em pleno mar do Caribe, localizadas ao norte do país e que abrigam a tribo indígena Kuna Yala.

As ilhas ficaram famosa nos últimos meses por conta da série La Casa de Papel – Tóquio e Rio se escondem em uma delas, lembram? O sucesso vai aos poucos tornando o local mais conhecido entre turistas, mas ainda há muito o que explorar. Por conta disso, a infraestrutura das ilhas ainda é bem simples, o que nos motivou a escolher o passeio de apenas um dia, partindo e voltando para a Cidade do Panamá, onde estávamos hospedados. Aqui, explico como foi o passeio em detalhes e deixo o vlog que gravei por lá 🙂

Nossa família é formada por quatro pessoas, e fomos acompanhados de três colombianos que também estavam em nosso hotel. O motorista nos buscou às 5h da manhã e fizemos um trajeto de quase duas horas até parar para comer um brevíssimo café da manhã em uma lanchonete à beira da estrada. Depois, mais uma hora de estrada, dessa vez em uma serra com curvas sinuosas, subidas e descidas. Se você costuma enjoar, já fica o aviso: esse é o momento de tomar Vonau! rs

Depois de um percurso de aproximadamente três horas, chegamos em uma espécie de “porto”. Aqui, coloco entre aspas mesmo, porque carece de infraestrutura para acomodar as centenas de viajantes que passam por lá diariamente. Além disso, o local possui muito lixo espalhado e chegamos a ver o exato momento em que um funcionário pegava caixas de papelão repletas de resíduos e despejava em um canteiro lateral.

Além de funcionar como embarque, esse porto também era a uma “imigração” para o território dos Kuna Yala, então tivemos que apresentar nossos passaportes para entrar. Depois, nos acomodamos em um barco para 20 pessoas e partimos para conhecer as belezas de San Blas.

Foram 30 minutos de barco passeando entre ilhas com belezas naturais de arrepiar. Avistamos desde ilhas pequeníssimas, que comportam poucas pessoas, até ilhas grandes com pousadas. 

Nossa primeira parada foi em uma ilha menos movimentada, onde ficamos por mais de três horas. A beleza do local rende tantas fotos incríveis! Aproveitamos esse momento justamente para fotografar e, é claro, dar um mergulho nas águas cristalinas. Foi delicioso! 

Em seguida, já por volta de meio dia, partimos para o destino seguinte: uma grande ilha onde todos os turistas são levados para almoçar. Mas, no meio do caminho, uma parada estratégica: piscina naturais, um local em meio ao alto mar onde uma faixa de areia permite que a água fique rasa e seja possível andar. Os barcos param por ali, nós descemos e fazemos mais uma bateria de fotos. É inacreditável olhar para todos os lados e ver apenas água, ainda estar no mar, mas ser possível alcançar os pés. Eu amei!

Depois da breve parada, almoçamos na ilha e por ali ficamos até o momento de retornar para o continente, onde nosso carro nos aguardava para fazer o mesmo trajeto de três horas de volta ao hotel. 

Tentei ser o mais descritiva possível, justamente para transmitir o que senti e vivenciei em San Blas! Pagamos 150 dólares por pessoa e considero um preço normal para o tipo de passeio, mesmo considerando as melhorias que poderiam ser feitas em infraestrutura. No mais, é uma atração indispensável se você está com passagem comprada para o Panamá! 

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Viagem

#BaAroundTheWorld no Panamá: todos os vlogs!

| 15 de fevereiro de 2020

Nossa viagem em família deste ano teve como destino o Panamá! Foi nossa primeira vez no país e vou compartilhar os melhores momentos com vocês em vários vlogs que gravei por lá!

* Vou atualizando esse post conforme os vídeos forem indo pro ar!

Vlog #1: Primeiro dia na Cidade do Panamá

Vlog #2: Quanto tempo leva para atravessar o canal do Panamá?

Vlog #3: Ano novo no The Westin Playa Bonita

Vlog #4: San Blas, o paraíso dos Kuna Yala

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Minha coluna dói

Panamá: ¿Por qué no sonríes?

| 27 de janeiro de 2020

O Panamá tem muito para ser um destino turístico dos bons: tem praias no Caribe e no Pacífico, centenas de ilhas cinematográficas, uma obra de engenharia unindo dois oceanos, história preservada e localização privilegiada no centro das Américas. Mas parece que ainda não despertou para essa oportunidade, pois lhe falta um componente fundamental: o sorriso.

É o sorriso no rosto de um atendente que faz você gostar mais de um estabelecimento. O poder do sorriso transforma refeições medianas em experiências elevadas de gastronomia. Faz uma praia de areia escura tornar-se piscina natural. É capaz de fazer alguém pagar mais para obter o mesmo serviço.

Tudo isso, entretanto, ainda falta ao Panamá. E não foi difícil perceber que não se tratava de um caso pontual ou um “azar” de momento. A ausência de sorrisos já é sentida na chegada ao aeroporto, nos restaurantes, hotéis, cafés, espaços públicos e até nas lojas! Um sentimento que te faz acreditar que estão ali fazendo um favor… Portanto, não reclame!

Uma explicação pode estar no fato de que o turismo ainda não é tão relevante na economia local. Você talvez não saiba, mas o PIB do Panamá é um dos destaques de qualquer levantamento mundial, com taxas de crescimento expressivo nos últimos 15 a 20 anos. Muito disso, contudo, advém da operação do Canal, da indústria financeira (infelizmente o país carrega uma marca de “paraíso fiscal”) e alguma produção agrícola (banana, cana, arroz e café).

Certamente um desperdício de talentos e recursos naturais. Poderiam se mirar em outros exemplos, como de alguns países pequenos, ali mesmo no Caribe, onde sobram sorrisos mesmo onde faltam condições. Ou poderiam se mirar mais na própria cultura de serviços dos Estados Unidos, país que serve como grande referência ao Panamá (afinal, inglês e dólar são parte do cotidiano) e que sabem como poucos o valor da satisfação do cliente.

Minha experiência recente por lá poderia ter sido muito melhor se além dos chapéus, eu pudesse ter trazido a alegre lembrança de sorrisos!

Todos os posts da categoria MINHA COLUNA DÓI foram escritos por meu pai, Antonio Carlos. Perguntei se ele queria uma coluna aqui no blog para escrever textos dos mais diversos assuntos; ele topou. O nome já é mais do que sugestivo, né?

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