Comportamento

‘Man Repeller’: o livro biográfico e divertido de Leandra Medine

By on 11 de agosto de 2020

Como uma boa adolescente dos anos 2010, eu cresci lendo blogs na internet. Aquele foi o momento em que, despretensiosamente, dezenas de mulheres começaram a ter seu espaço na internet para compartilhar tudo o que gostavam – moda, principalmente. Uma delas foi Leandra Medine, que morava no coração fashion do mundo: Nova York.

Leandra criou o blog Man Repeller em 2010 e foi um verdadeiro sucesso. A blogueira é conhecida por seus looks extravagantes, daí o nome escolhido para o blog: man repeller, em português, pode ser traduzido para “repelente de homens”. É assim que Leandra se define durante o livro Man Repeller: A divertida moda que espanta os homens, publicado em 2013.

Podemos classificar o livro como uma narrativa biográfica. Leandra compartilha vários momentos da sua vida, desde a infância até a faculdade, com muito humor. Sua escrita é fácil e gostosa de ler, perfeita para intercalar com leituras mais densas, ou então ler sem compromisso.

Cada capítulo possui o nome de uma peça de roupa. Leandra tem uma relação íntima com a moda e sempre associa cada passagem de sua vida com algum item fashion que tenha marcado esse período. De cara, me identifiquei com isso – sempre sei qual roupa estava usando em cada ocasião.

Por meio das “pílulas” da vida de Leandra, sempre escolhendo uma peça de roupa como “gancho”, vamos cada vez mais conhecendo quem é aquela mulher por trás dos looks diferentões. É como se você pudesse entrar na cabeça dela, ou então se sentasse para um café em que ela compartilhasse tudo como se fossem amigas de longa data.

Importante lembrar que Leandra não é uma super história de superação. Dezenas de blogueiras que fazem sucesso nos dias de hoje começaram do zero, com nenhum recurso financeiro ou oportunidade. No livro, percebemos que Leandra, por outro lado, sempre viveu uma vida de luxo: fazia viagens internacionais durante a infância, morava na caríssima cidade de Nova York e tinha acesso a itens de grife. Em nenhum momento a autora esconde isso, mas mostra, de maneira cômica, os perrengues que tinha apesar da “vida de elite”.

LEIA TAMBÉM: Look, por Thássia Naves

O fato de não ser um livro essencialmente sobre moda não deixa ele chato. Inclusive, se você não entende nada sobre o assunto, não será um empecilho. A narrativa é apenas uma amostra da mulher excêntrica que Leandra é e que, de fato, não se importa com a opinião alheia. Em alguns trechos, ela ilustra as situações com fotos dos momentos vividos ou das peças usadas, o que fica ainda mais interessante para visualizar as histórias compartilhadas.

Meu capítulo favorito foi, sem dúvidas, o último! Apesar de ser uma “repelente de homens“, Leandra se casa e mostra como a sua essência fashion continuou viva em todos os momentos, inclusive em seu casamento – é claro que ela fugiu do convencional! O vestido branco ganhou personalidade com uma jaqueta perfecto off white e tênis de plataforma com glitter. Eu achei sensacional!

Onde comprar?

O livro está com um mega desconto de 73% na Amazon: sai por apenas R$ 12,10! Clique aqui para comprar.

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Comportamento

Três sugestões de livros para a quarentena

By on 10 de maio de 2020

Vamos falar sobre leitura? Nesse período de isolamento social, eu tenho aproveitado bastante para ler livros novos! Por isso, queria recomendar três livros que li no último ano e que me tocaram bastante… Viraram favoritos!

Qual é o seu livro favorito? Me indica aqui 🙂

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Lifestyle

Eu redescobri a leitura em 2019

By on 18 de janeiro de 2020

Incentivo à leitura foi algo que nunca faltou em casa. Desde pequena tive interesse por gibis, revistas e livros, e parte da minha paixão pela escrita deve ter vindo daí. Só que a gente cresce, começa a ficar mais tempo na escola, passa a ter mais compromissos e meu hábito de ler foi minguando. Deixei diminuir até chegar em um ponto em que eu não lia mais – só revistas, às vezes, bem esporadicamente.

Comecei a sentir falta desse costume que sempre foi tão genuíno lá pelo começo do ano. Fui reinserindo a leitura aos poucos, de forma que eu voltasse à rotina sem deixar pesar tanto. Aí peguei gosto de novo! Dá para acreditar que até série da Netflix eu recusei em troca de um bom livro? Vejo tantas opções e agora quero colocar em dia tudo o que perdi nesse últimos anos ‘por fora’. 

Neste ano em que redescobri a leitura, foram nove livros lidos. Achei uma quantidade boa para quem estava ‘enferrujada’ há tanto tempo e com uma rotina insana de faculdade + trabalho + tcc. A meta para 2020 é aumentar esse número e inserir a leitura cada vez mais na rotina 🙂

Aos que não dispensam uma boa indicação de livros, deixo aqui os nove que li em 2019. Todos estão hiperlinkados direto pra compra, caso tenham interesse. Boa leitura!

A rede de Alice

BICHA. Homofobia estrutural no futebol

A comida como cultura

Eu, travesti: Memórias de Luísa Marilac

Hospedaria de Imigrantes de São Paulo

E não sobrou nenhum

O diário de Anne Frank

O menino do pijama listrado

Toda Luz que não Podemos Ver

E você, o que leu de mais interessante neste ano? Deixe aqui sua indicação 🙂

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Moda

Livro: Marketing de Moda, da Harriet Posner!

By on 14 de julho de 2017

O livro Marketing de Moda foi escrito pela Harriet Posner e reúne diversos conceitos do marketing aplicados às práticas da moda. A Editora Gustavo Gili Brasil mandou um exemplar aqui pra casa e nesse vídeo eu conto pra vocês o que achei do livro. Vamos lá?!

Ficou interessado? O livro está disponível no site da editora por R$149. Vale super o investimento! 

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Minha coluna dói

Salvem as livrarias!

By on 16 de março de 2017

Todos os posts da categoria MINHA COLUNA DÓI foram escritos por meu pai, Antonio Carlos. Perguntei se ele queria uma coluna aqui no blog para escrever textos dos mais diversos assuntos; ele topou. O nome já é mais do que sugestivo, né?

Dizem que a primeira vez a gente nunca esquece…..

Calma… Estou falando da primeira vez que entrei em uma livraria com conceito “megastore” – o ano era 1996 e o local Manhattan, dentro de uma Barnes&Noble com uns 5 pisos de livros, CDs, café e muita gente. Para os mais jovens, isso pode parecer normal (fácil de encontrar em qualquer shopping no Brasil), mas acreditem, não era. 

Ainda não existiam esses espaços por aqui. Livrarias não permitiam que os clientes manuseassem os livros – um balcão separava o objeto do desejo de você, e um funcionário servia de filtro.

Hoje, entramos nas livrarias e temos até dificuldade de encontrar vendedores, mas eles eram os “reis do pedaço” há alguns anos. No começo dos anos 90, íamos até a Livraria Cultura do Conjunto Nacional (na Av. Paulista) em busca de livros importados na loja especializada em livros técnicos e quem mandava lá era um vendedor (conhecido como “bigode”) que dizia o que tinha e o que não tinha, e meio que determinava o que íamos levar ou não… Difícil de acreditar, não é?

Entrar em uma megastore era um “grito de liberdade” – a gente podia mexer, fuçar, folhear e nem precisava levar… Incrível. Elas chegaram ao Brasil logo depois e se tornaram parte de nossa cultura também. Minha filha mais velha deu seus primeiros passos dentro da FNAC do bairro de Pinheiros – era um passeio! Diversão e cultura.

Tudo mudou. Nas últimas semanas, notícias no jornal anunciaram a decisão da FNAC de deixar o país em função do baixo desempenho. Saraiva e Cultura passam por dificuldades, e colocam parte da culpa na Amazon, que desembarcou por aqui há poucos anos e já incomoda. A Barnes&Noble já quase não existe nos Estados Unidos. Nem a Borders (sua maior concorrente, fechada em 2011). As livrarias estão desaparecendo… Salvem as livrarias!

O mundo precisa das baleias e dos micos-leões-dourados. Ninguém questiona a importância das ararinhas-azuis no complexo ecossistema das florestas. E eu concordo com tudo isso. Mas insisto: salvem também as livrarias. Salvem também a boa prática da leitura. A descoberta de um novo mundo através das letras. Sou adepto (óbvio!) das novas tecnologias – leio livros e revistas em tablets e e-readers, mas não dispenso o “cheirinho” de um livro no formato clássico de papel (seria vintage?).

Termino meu apelo com essa famosa frase do poeta e jornalista Mário Quintana: “Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas”. Pensem nisso… E leiam sempre!

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