Viagem

Transamérica Resort na Ilha de Comandatuba vira refúgio para isolamento social na pandemia

By on 28 de novembro de 2020

Sol, praia e isolamento social: essa foi a combinação que escolhemos para um curto período de férias agora em outubro. A proposta era passar alguns dias longe de casa, principalmente depois de sete meses saindo apenas para o necessário. Nesse caso, nossa escolha foi pautada pela segurança.

O Transamérica Resort na Ilha de Comandatuba é um complexo hoteleiro localizado no sul da Bahia em uma ilha com praia privativa – o que evitou a dor de cabeça de frequentar as praias com aglomerações cabulosas que sempre vemos nos noticiários. Além disso, por conta das imposições causadas pela pandemia, o hotel estava com capacidade reduzida (cerca de 50% na segunda quinzena de outubro) e também adotou diversos protocolos novos pra garantir a segurança e tranquilidade dos hóspedes.

Uma das novidades, por exemplo, acabou trazendo um problema: o uso de plásticos. Desde sua inauguração no final dos anos 1980, o Transamérica Comandatuba é pautado pela sustentabilidade. Possui projetos de preservação do meio ambiente, de animais da região, e trabalha para reduzir os danos em vários aspectos. Com a pandemia, o hotel teve de aderir ao plástico como uma forma de proteção extra aos hóspedes. As toalhas de banho e de piscina são ensacadas individualmente e colocadas lacradas no quarto. A estratégia foi adotada até mesmo para itens que não possuem reposição, como o telefone fixo e controle da televisão do quarto – ambos são envoltos em um plástico para evitar a contaminação.

Os novos protocolos também estavam presentes no salão de refeições. Além do uso obrigatório de máscaras, os hóspedes agora precisam usar luvas de plástico para se servir no buffet. Eu mostro isso nos vlogs que gravei por lá – clique aqui para assistir!

A questão das máscaras é um ponto de alerta que me senti na obrigação de compartilhar por aqui. Explico: apesar de serem obrigatórias, nem todos os hóspedes respeitam a regra. O incômodo era maior quando isso acontecia no salão de refeições. Não houve uma refeição sequer em que não nos deparamos com algum hóspede transitando pelo buffet e se servindo sem fazer uso de máscara. Sempre tinham funcionários do hotel por perto, mas não houve nenhum tipo de alerta – ainda que na entrada do salão tenha uma placa informando o uso obrigatório do item de proteção.

Quando estávamos na metade de nossa estadia, conversamos sobre isso na recepção do hotel, esperando que houvesse alguma forma de fiscalização por parte dos funcionários ao menos no buffet, área em que a comida fica exposta e que, sem o uso da máscara, é um prato cheio para a contaminação. Fomos informados de que o maitre iria supervisionar e orientar os hóspedes que descumprissem a regra, mas isso aconteceu apenas naquele mesmo dia. No dia seguinte, não houve mais qualquer tipo de orientação por parte do hotel – o que se seguiu até irmos embora.

Creio que esse tenha sido nosso maior desconforto durante o período em que passamos por lá – afinal, “flexibilizamos” ao frequentar o hotel, mas ainda estávamos preocupados com a pandemia e, é claro, com o cumprimento de todas as regras por parte dos hóspedes e a fiscalização das mesmas por parte do hotel.

Aproveitando a temática gastronômica, já adianto que a comida não é preocupação no Transamérica Comandatuba. O hotel funciona no sistema all inclusive, em que os hóspedes têm direito à todas as refeições completas, além de petiscos na piscina, lanche da tarde e ceia. O mesmo funciona para as bebidas – com alcoólicos inclusos. Essa comodidade faz total diferença! São várias opções de pratos todos os dias, que variam conforme o “tema” da noite, como comida italiana ou baiana. O buffet de sobremesas também não decepciona e traz diversas opções – o creme brulée e a cocada ao forno são imperdíveis!

Além do restaurante tradicional, onde acontecem todas as refeições, o hotel também possui quatro restaurantes temáticos: comida baiana, comida mediterrânea, comida japonesa e pizzaria. Os hóspedes têm direito a escolher dois deles mediante reserva com o concierge. Gostamos muito do mediterrâneo!

Os apartamentos tradicionais ficam no bloco principal do hotel, mais próximos ao restaurante e à piscina. Apesar de não serem novíssimos, oferecem a estrutura para uma estadia confortável. Outra opção de acomodação são os bangalôs, que ficam mais distantes dessa área, e por isso garantem maior privacidade – mas essas instalações estavam desativadas por conta da pandemia.

Apesar de ser um hotel cinco estrelas (ou seja, espera-se um serviço e instalações de primeira qualidade), tenho algumas ressalvas em relação à manutenção das áreas comuns.

A parte interna da piscina, por exemplo, é feita com uma espécie de plástico, que descola em muitos pontos e aparenta estar sujo. Do lado de fora, ainda na área da piscina, vimos espreguiçadeiras de metal, mas todas as cadeiras e mesas são de plástico – o que desvia de uma categoria 5 estrelas.

Nossa estadia no Transamérica Comandatuba foi de sete diárias, o que nos permitiu ter tempo para explorar muitas atividades. O caiaque e arco e flecha, por exemplo, são atividades gratuitas e que não precisam de agendamento. Para hóspedes que não dispensam o exercício físico, há aulas de spinning, hidroginástica, funcional e corrida na ilha.

Sem dúvidas, o que mais aproveitamos foram as quadras de tênis. São 10 quadras rápidas em um super complexo que qualquer tenista adoraria – o local, inclusive, recebe eventos e campeonatos. O uso das quadras é gratuito até às 15h; depois desse horário, é cobrado R$ 15 por pessoa para uso da iluminação. Como a capacidade do hotel estava reduzida, conseguimos usar tranquilamente as quadras no período da manhã.

Ainda que pagas à parte, as atividades náuticas são interessantes para explorar a ilha como um todo. Fizemos um passeio de barco pelo canal que separa o continente da Ilha de Comandatuba e fomos até seu encontro com o mar. Estávamos em quatro pessoas em um barco exclusivo, então pudemos aproveitar em família as belezas do lugar. Foi uma delícia! Também há passeios fora do hotel, como visita à fazenda de cacau (o fruto é super comum por lá) ou city tours por cidades próximas, como Ilhéus, Canavieiras ou Itacaré.

O Transamérica também possui um spa, que oferece tratamentos e massagens relaxantes. A tabela de valores pode ser facilmente solicitada ao concierge pelo WhatsApp. Antigamente, o local funcionava com o apoio da L’Occitane.

Espero que meu relato tenha contribuído para quem estava em dúvida sobre viajar durante a pandemia! Tivemos uma ótima experiência no Transamérica Comandatuba, com vários momentos de total isolamento social e bastante tranquilidade. Recomendamos 🙂

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Viagem

A estreia no Viagem Estadão

By on 5 de novembro de 2019

Eu sempre acreditei que o blog pudesse ser uma forma de me projetar para a carreira que eu sonho em ter. Ainda que não me trouxesse um emprego de fato, seria uma forma de aprimorar minha escrita e ampliar meu portfólio. Escrever sobre viagem sempre foi assim: a vontade de conhecer o mundo fez com que eu começasse a escrever sobre o tema por aqui.

Ao longo desses seis anos de blog, fui descobrindo que minha paixão por produzir conteúdo sobre viagens era mais que um hobby – eu adoraria levar isso adiante na minha profissão.

No dia 22 de outubro de 2019, eu estreei na editoria de Viagem do Estadão. Foi especial e por isso deixo aqui o primeiro parágrafo para vocês terem um gostinho dessa experiência que vivi e compartilhei com os leitores do jornal. Espero que gostem e que continuem a leitura no site 🙂

O turismo de aventura em Brotas é tão importante que a cidade é conhecida como “capital da aventura”. Entre as atividades oferecidas, uma das mais procuradas é o rafting, em que os participantes descem as corredeiras do rio em botes infláveis. A atividade pode parecer radical – e, de fato, é! – mas também pode ser praticada por aqueles que, como eu, não são tão aventureiros. Encarei o rafting em um pico de coragem. Com um leve medo de água e zero adepta a atividades radicais, mergulhei (literalmente) na aventura – e antecipo: foi uma das experiências mais incríveis que já vivi. 


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Gastronomia

Le Bife: vale a pena ir ao restaurante do Jacquin?

By on 14 de outubro de 2019

Será que os restaurantes dos Masterchefs merecem todo esse hype? Fui conhecer o Le Bife, cujo cardápio é assinado pelo chef Erick Jacquin, e aqui compartilho minha experiência.

Fomos ao restaurante com o guia Dois por Um, que já comentei aqui com vocês e expliquei como funciona. O guia dá direito a dois cortes de carne pelo preço de um. Eu fui de entrecôte premium black angus, mas há também filet mignon, fraldinha, filet mignon de cordeiro, bisteca de porco, salmão grelhado e escalope de frango korin. Independente do corte escolhido, ele será servido com um molho à sua escolha e vários acompanhamentos à vontade disponibilizados em formato de rodízio.

O entrecôte era muito bem servido e macio, estava perfeito! Entre os acompanhamentos, destaco as batatinhas fritas – crocantes, ótimas para acompanhar a carne. Há também opções como lasanha vegetariana, creme de espinafre e legumes assados.

De sobremesa, o petit gateau é tradicional e acompanha “assinatura” do chef, mas é pequeno. Sugiro que vá de creme brulèe, que não decepciona em nada com a casquinha quentinha em contraste com o creme gelado. 

E aí, valeu? Muito! Estava tudo delicioso. A conta facilmente alcança os 150 reais por pessoa, mas é um preço honesto pela qualidade entregue. Super recomendo!

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Gastronomia

Dois Por Um: quais restaurantes vale a pena conhecer com o guia 2019?

By on 2 de junho de 2019

Vocês já ouviram falar no Dois Por Um? É um guia pela cidade de São Paulo em que todas as atrações, restaurantes e bares oferecem promoções no formato pague um, leve dois. Conhecer lugares novos e provar comidas diferentes é algo que nossa família adora fazer, então não pensamos duas vezes em comprar o livrinho e colocar em uso quase que em todos os finais de semana! 

Até o momento, todos os restaurantes que fomos retirava o prato mais barato da conta. Alguns também têm regras mais específicas, como escolher pratos apenas de massas para entrar na promoção. De qualquer forma, o desconto realmente vale a pena! O livro custou uns 120 reais e compramos dois, porque somos em quatro pessoas. Se formos considerar que os restaurantes são bem conceituados em São Paulo e os pratos saem, em média, por 60 reais, o livro acaba sendo “pago” logo na segunda saída! Incrível, né?

A lista com todos os restaurantes, bares e atrações estão no site oficial, onde também são divulgadas as vendas do livro. Eles são super concorridos e esgotam muito rápido, então vale ficar atento por volta de novembro para conseguir seu exemplar.  

Aqui nesse post, trago os lugares que mais gostamos de conhecer por meio do livro. Vou atualizando ao longo do ano, sempre que encontrarmos algum lugar que vale a pena compartilhar com vocês. Anotem as dicas e não deixem de procurar o livro nos próximos anos!

Pecorino Cucina Mediterrânea @ Rua Natingui, 1558 – Pinheiros, São Paulo

O que comemos: Cordeiro com gnocchi de sálvia (R$65), bife ancho com risoto de champignon (R$69) e bacalhau ao forno com legumes (R$68)

Economia: R$130

MiCi @ Rua Ministro Ferreira Alves, 244 – Perdizes, São Paulo

O que comemos: Brusquetas caprese com tapenade de azeitonas com castanhas (R$23), costela suína com molho da casa e purê de mandioca com brie (R$59), bife de chorizo com manteiga de cogumelos, purê de couve-flor, lascas de parmesão e farofa de castanhas (R$69) e moqueca de pirarucu com jasmin ao coco e farofa de limão (R$64)

Economia: R$118

Jamile @ Rua Treze de Maio, 647 – Bela Vista, São Paulo

O que comemos: Cupim de sal com mandioca amarela e farofa de banana (R$78), moqueca baiana de peixe branco, com camarão e farofa de mandioca com pimenta e coentro (R$78), ragu de rabada com nhoque de batata e agrião (R$78), salmão com crosta de pistache, creme de aspargos e aspargos grelhados (R$84), doce de banana com ganache de chocolate 70%, chantilly de doce de leite e farofa de castanha do Pará (R$23) e charuto de chocolate – massa crocante de chocolate meio amargo, recheada de creme patisserie com Callebaut e sorvete de pistache (R$28)

Economia: R$156

Praça São Lourenço @ Rua Casa do Ator, 608 – Vila Olímpia, São Paulo

O que comemos: Costeleta de vitelo empanado com pão e ervas e assado no forno a lenha, acompanha nhoque de abóbora na manteiga de manjerona e picles de cebola roxa (R$89), lombo de bacalhau assado ao forno sobre camada de pimentões aromáticos, batatinhas e cebolas douradas (R$107), bife de chorizo de Angus na grelha, vegetais e batata suflê (R$95), risoto de camarão com limão siciliano e tomate crocante (R$95)

Economia: R$184

El Carbón @ Rua Pamplona, 1704 – Rooftop (4º andar) – Jardins, São Paulo

O que comemos: Fideuá (massa típica espanhola) com camarões grelhados no carvão e molho bisque (R$96), bacalhau confitado e assado no carvão, com batata, cebola e ovo cozido (R$107), Ancho ao molho gorgonzola e batatas rústicas (R$89), paleta de cordeiro com purê de cará, brócolis tostado e farofa de castanha do pará (R$89), torta Santiago com creme inglês e sorvete de panna cotta (R$28) e mini churros com doce de leite e bananada (R$28)

Economia: R$178

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Gastronomia

Bistrô Paris 6: o hype é real?

By on 14 de outubro de 2018

Foto: www.acheiusa.com

Nessa edição do Restaurant Week (28/09 a 21/10), fomos provar alguns itens do cardápio famosíssimo do Paris 6. Todos os pratos recebem nomes de famosos, que costumam frequentar as unidades de São Paulo, Rio de Janeiro e mais outras cinco cidades brasileiras. A única unidade no exterior, localizada em Miami, fechou em julho deste ano. Mas e aí, será que o hype é real? Aqui, divido com vocês minha opinião (e a da minha família) sobre o Paris 6.

Restaurant Week é um festival gastronômico no qual os restaurantes participantes montam um cardápio especial com algumas opções de entrada, prato principal e sobremesa por um preço fixo. Nessa edição, o almoço sai por R$46,90 e o jantar custa R$58,90.

Entre as três opções de saladas como entrada, pedimos a Caprese. A apresentação era simples demais comparada ao padrão conhecido da casa. Veio um pedaço super pequeno de mussarela de búfala – e, no meu prato, ela nem veio.

Os pratos principais foram a melhor parte: todos estavam incríveis! Pedi um gnocchi de brie com molho de queijos e estava divino! Minha mãe fez a mesma escolha e também adorou. Meu pai preferiu um frango à parmeggiana gratinado com queijo emmental e meu irmão foi de picadinho de carne. Tudo estava delicioso, quente e muito bem servido.

Pra finalizar, sobremesas! O clássico do Paris 6 é o GrandGateau, um petit gateau com picolé disponível em mais de 40 versões. A opção do Restaurant Week era feito com banana picada, calda de creme de avelã, raspas de côco e picolé de cocada cremosa. Pro nosso paladar, é doce demais e acaba sendo enjoativo. Pedimos também o tradicional creme brulée, um creme de baunilha coberto com casquinha de açúcar queimado. O sabor estava bom, mas o creme poderia estar mais gelado e a casquinha mais quente.

No geral, foi uma experiência ótima levando em conta a qualidade da comida e o tamanho das porções. Saímos bem satisfeitos. Única coisa que vale a pena mencionar é o cardápio físico do Paris 6 no Restaurant Week: ele não existe. Frequentamos o festival há anos e esse foi o primeiro restaurante que pediu para acessarmos o cardápio em nosso próprio celular, em vez de fornecer um cardápio simples (e que é padrão do RW) com as opções para escolhermos. 

E você, já conhece o Paris 6? Gosta dos pratos servidos por lá? Me conta! 🙂

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