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Mindhunter: o terror com doses de crueldade

| 20 de setembro de 2019

Um das séries de maior sucesso do Netflix contém um terror escondido em fotos e histórias verídicas. Mindhunter apresenta duas temporadas contando sobre o surgimento da unidade de psicologia criminal do FBI, quando a expressão serial killer ainda era desconhecida e não era catalogada pelo serviço de inteligência americana. Baseada no livro homônimo, escrito pelo agente John Douglas, o policial fica na pele do agente Holden.

Embora as cenas em si não sejam de terror, já que não passam de histórias que os assassinos contam em suas entrevistas, cenas como estupro, facadas e outras crueldades são retratadas de forma tão fria e detalhista que podem causar um impacto no espectador semelhante a uma cena de terror sangrenta. 

A dupla formada por Holden (Jonathan Groff) e Bill Tench (Holt McCallany) fica encarregada das entrevistas que nem sempre seguiam o “padrão” esperado. Com perfis distintos – embora com as semelhanças com os assassinos em série – os agentes se especializaram em criar os perfis psicológicos dos presos. A agente Wendy (Anna Torv) pode ser o que consideramos o “cérebro” da investigação, que busca semelhanças em tantas transcrições.

Para você que vai começar a série agora, preste atenção na primeira temporada, com pequenos flashs de um personagem no início dos capítulos. Essa será uma das histórias da segunda temporada – e arriscaria dizer que até uma das mais assustadoras. Além dele, Charles Manson, considerado o maior serial killer da história, também surge na segunda temporada, como um dos entrevistados.

Embora  tenha doses de crueldade para os apaixonados por esse gênero, o público poderá sentir um pouco o ritmo mais lento em que a série se desenvolve, nada que tire o sucesso de Mindhunter até aqui. A terceira temporada ainda não tem previsão de estreia. 

Por Paula Pimentel

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