Minha coluna dói

Profissionalismo e dedicação

| 21 de outubro de 2017

Todos os posts da categoria MINHA COLUNA DÓI foram escritos por meu pai, Antonio Carlos. Perguntei se ele queria uma coluna aqui no blog para escrever textos dos mais diversos assuntos; ele topou. O nome já é mais do que sugestivo, né?

Paul McCartney está com 75 anos. E continua na estrada. Sua turnê mais recente, chamada ONE ON ONE, começou em abril de 2016 e já passou por 20 países, incluindo o Brasil. Aqui em São Paulo, o show foi realizado no último dia 15 de outubro, no Allianz Arena para um público de mais de 40 mil pessoas. Previsto para 21h, o show teve início às 21:01 e foi terminar perto de meia noite.

Mesmo tocando sucessos que já passam dos 50 anos de existência, e com a mesma banda de apoio há mais de 15 anos, Paul costuma dedicar mais de 1 hora à passagem de som nos locais onde vai se apresentar, e seus ensaios incluem músicas que nem estão no setlist.

Ele é multi-instrumentista – conhecido por ser o baixista nos Beatles, em seus shows ele também passa pela guitarra, violão acústico, ukelele e, claro, teclados e pianos, como na catarse final de “Hey Jude”.

Durante o show, gosta de falar com seu público – por aqui, fez questão de se dirigir à plateia usando frases em português, recheadas de expressões locais. No show de Porto Alegre, usou “trilegal” e “tchê”. E em São Paulo, convidou “os manos e as minas” para cantarem junto com ele. Ao final, subiu ao palco segurando nossa bandeira!

Sir Paul McCartney (condecorado pela Rainha da Inglaterra em 1997) é considerado o compositor de maior sucesso da história – com os Beatles, foram mais de 600 milhões de discos vendidos. Sua fortuna pessoal é estimada em mais de US$ 1 bilhão, e ele ainda se envolve com outras causas como Direitos Humanos, Direitos dos Animais (ele é vegetariano) e contra o uso de minas terrestres.

O que motiva um Beatle aos 75 anos ainda enfrentar aviões, ônibus e 3 horas de espetáculo é muito mais que o retorno financeiro. É sua paixão pelo que faz. O que faz um “Sir” ainda ensaiar suas antigas músicas e tentar se comunicar em outros idiomas é respeito ao público que o fez ser quem ele é.

Que esses exemplos de profissionalismo e dedicação sirvam de lição a todos nós.

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