Minha coluna dói

No mundo da Lua

| 31 de julho de 2019

Sempre tive um certo fascínio por viagens espaciais, astronautas, foguetes… Criança na década de 70, nem podia ser diferente.

E minha maior dúvida nessa época nem era pensar em como o homem havia chegado à Lua, mas sim em como ele havia conseguido sair de lá. Afinal, em minha visão infantil, era difícil entender que para “sair” da Terra era necessário um complexo sistema de foguetes que iam se desmontando pelo caminho e que depois não fariam falta na volta.

Esse mês comemora-se os 50 anos da conquista da Lua. E depois de muito tempo, a humanidade volta a pensar em novos projetos espaciais e seus reais benefícios. É interessante ouvir algumas pessoas que ainda acham que os altos investimentos nessas iniciativas nunca fizeram sentido ou teriam sido apenas caprichos de governantes. Será mesmo?

Você usa celular? Com GPS? Pratica esportes com roupas do tipo “dry-fit”?

Gosta de ver robôs desativando bombas em vez de seres humanos?

Já consumiu alguma comida desidratada ou deu “papinha de bebê” ao seu filho?

Se respondeu sim a qualquer dessas perguntas, sem dúvida, se beneficiou de inovações advindas desses projetos. E isso é apenas uma parte bem pequena.

Nossos automóveis utilizam várias tecnologias nascidas ali. A área médica e odontológica precisou evoluir de maneira impressionante para pensar em como atender os astronautas à distância. E com certeza a indústria de TI não seria a mesma sem esse “empurrão”. Ainda que durante os anos de Guerra Fria houve muita motivação bélica, é inegável o avanço que conquistamos em função desses desafios.

E agora já podemos pensar na possibilidade de ser “quase” um astronauta. Empresas privadas (SpaceX e Blue Origin) estão evoluindo essa possibilidade e aí, quem sabe então, eu possa finalmente não só entender como “se volta” da Lua, mas até também dar meus pulinhos lá…


Todos os posts da categoria MINHA COLUNA DÓI foram escritos por meu pai, Antonio Carlos. Perguntei se ele queria uma coluna aqui no blog para escrever textos dos mais diversos assuntos; ele topou. O nome já é mais do que sugestivo, né?

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