Minha coluna dói

Os próximos humanos

| 28 de junho de 2017

Todos os posts da categoria MINHA COLUNA DÓI foram escritos por meu pai, Antonio Carlos. Perguntei se ele queria uma coluna aqui no blog para escrever textos dos mais diversos assuntos; ele topou. O nome já é mais do que sugestivo, né?

Chove bastante. Los Angeles está irreconhecível. Na verdade, a humanidade está totalmente degradada. Um policial com a função de caçar androides já não sabe mais o que pode ser um “replicante” ou não. Na verdade, nem nós, espectadores do filme, temos essa certeza. Blade Runner comemora 35 anos de seu lançamento em 2017, e com uma sequência (aleluia!) que deve estrear nos cinemas em outubro.

O filme, que teve fracasso comercial no início, tornou-se cult e antecipou uma discussão que em breve fará parte de nossa realidade.

A revista National Geographic, na edição de abril/2017, trouxe o tema “O Próximo Humano”, com exemplos de pessoas que já estão recebendo implantes eletrônicos que se mesclam aos nossos sentidos e criam habilidades diferenciadas.

Mais um exemplo nessa linha vem de Elon Musk, o “cara” por trás das empresas Tesla e Space X. Ainda não se sabe muito do Neuralink, apenas que será uma tecnologia capaz de permitir comunicação entre seres humanos e computadores sem nenhuma conexão física.

Somos resultado da evolução biológica e da seleção genética que vem ocorrendo há milhares de anos. Mas agora começamos a influenciar também nesse processo, interferindo de certa forma no curso da natureza. Como lidar com isso?

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Entretenimento | Minha coluna dói

Salvem as livrarias!

| 16 de março de 2017

Todos os posts da categoria MINHA COLUNA DÓI foram escritos por meu pai, Antonio Carlos. Perguntei se ele queria uma coluna aqui no blog para escrever textos dos mais diversos assuntos; ele topou. O nome já é mais do que sugestivo, né?

Dizem que a primeira vez a gente nunca esquece…..

Calma… Estou falando da primeira vez que entrei em uma livraria com conceito “megastore” – o ano era 1996 e o local Manhattan, dentro de uma Barnes&Noble com uns 5 pisos de livros, CDs, café e muita gente. Para os mais jovens, isso pode parecer normal (fácil de encontrar em qualquer shopping no Brasil), mas acreditem, não era. 

Ainda não existiam esses espaços por aqui. Livrarias não permitiam que os clientes manuseassem os livros – um balcão separava o objeto do desejo de você, e um funcionário servia de filtro.

Hoje, entramos nas livrarias e temos até dificuldade de encontrar vendedores, mas eles eram os “reis do pedaço” há alguns anos. No começo dos anos 90, íamos até a Livraria Cultura do Conjunto Nacional (na Av. Paulista) em busca de livros importados na loja especializada em livros técnicos e quem mandava lá era um vendedor (conhecido como “bigode”) que dizia o que tinha e o que não tinha, e meio que determinava o que íamos levar ou não… Difícil de acreditar, não é?

Entrar em uma megastore era um “grito de liberdade” – a gente podia mexer, fuçar, folhear e nem precisava levar… Incrível. Elas chegaram ao Brasil logo depois e se tornaram parte de nossa cultura também. Minha filha mais velha deu seus primeiros passos dentro da FNAC do bairro de Pinheiros – era um passeio! Diversão e cultura.

Tudo mudou. Nas últimas semanas, notícias no jornal anunciaram a decisão da FNAC de deixar o país em função do baixo desempenho. Saraiva e Cultura passam por dificuldades, e colocam parte da culpa na Amazon, que desembarcou por aqui há poucos anos e já incomoda. A Barnes&Noble já quase não existe nos Estados Unidos. Nem a Borders (sua maior concorrente, fechada em 2011). As livrarias estão desaparecendo… Salvem as livrarias!

O mundo precisa das baleias e dos micos-leões-dourados. Ninguém questiona a importância das ararinhas-azuis no complexo ecossistema das florestas. E eu concordo com tudo isso. Mas insisto: salvem também as livrarias. Salvem também a boa prática da leitura. A descoberta de um novo mundo através das letras. Sou adepto (óbvio!) das novas tecnologias – leio livros e revistas em tablets e e-readers, mas não dispenso o “cheirinho” de um livro no formato clássico de papel (seria vintage?).

Termino meu apelo com essa famosa frase do poeta e jornalista Mário Quintana: “Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas”. Pensem nisso… E leiam sempre!

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Espelho, espelho meu

| 4 de dezembro de 2016

Todos os posts da categoria MINHA COLUNA DÓI foram escritos por meu pai, Antonio Carlos. Perguntei se ele queria uma coluna aqui no blog para escrever textos dos mais diversos assuntos; ele topou. O nome já é mais do que sugestivo, né? 

Uma tela de LCD no meio de um espelho, em conjunto com uma câmera acoplada e um aplicativo – esse é o kit do HiMirror, disponível por US$ 189 nos Estados Unidos (www.himirror.com).

O software tira fotos do rosto do usuário, guarda em um banco de dados, analisa as imagens e suas variações, dá “dicas de beleza” ou até mesmo identifica possíveis sinais de doenças de pele. A solução vai além pois tem conexão com outros aplicativos, permitindo ouvir música no banho, acessar sites de previsão do tempo, notícias, etc..

Mas ele não é o único – há alguns meses, um engenheiro do Google já havia apresentado um protótipo de espelho inteligente, conectado à internet e que deve virar produto em breve. E procurando na internet, é possível achar também soluções baseadas na tecnologia da Apple, uma espécie de “tabletgigante”, também com as mesmas funcionalidades.

Já dá até para imaginar a famosa cena da rainha da Branca de Neve na sua casa: “Espelho, Espelho meu….” e o assistente digital (tipo Siri) respondendo…

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Content Wars

| 6 de julho de 2016

 Todos os posts da categoria MINHA COLUNA DÓI foram escritos por meu pai, Antonio Carlos. Perguntei se ele queria uma coluna aqui no blog para escrever textos dos mais diversos assuntos; ele topou. O nome já é mais do que sugestivo, né?

A NETFLIX vem assombrando o mercado. Primeiro, soube se reinventar e saiu do mundo “físico” (locação de DVDs) para o virtual, transformando-se em uma potência de US$ 40 bilhões. Depois percebeu que o público queria mais e passou a produzir séries originais, que lhe renderam não só mais clientes mas também prêmios, prestígio e claro, concorrentes. Em 2015, as estatísticas mostraram que aproximadamente 30% do tráfego de internet nos Estados Unidos foi proveniente dos seus serviços de streaming

Esse sucesso despertou interesse em outras empresas. A AMAZON saiu na frente e também já está produzindo conteúdos próprios e disponibilizando online (pena que ainda não aqui no Brasil). E nessa mesma onda, vem aí, APPLE, GOOGLE, FACEBOOK e a gigante chinesa ALIBABA

Os 75 milhões de usuários ao redor do mundo da NETFLIX confirmam que a estratégia dessas empresas está acertada. O caixa da APPLE atual, estimado em US$ 216 bilhões seria suficiente para comprar a NETFLIX (e várias outras) mas mesmo assim, ela prefere partir de suas ideias. E assim seguem as demais, que já vão dando seus primeiros passos. O último filme da marca “Missão Impossível” recebeu investimentos pesados da ALIBABA, em um sinal claro que o varejo ficou pequeno para eles. 

Em maio, a NETFLIX lançou um programa no estilo Talk Show para ser transmitido via streaming, avançando além das séries e incomodando definitivamente toda a cadeia de entretenimento. Estão presentes em 190 países e prometem dobrar a oferta de conteúdos originais ainda esse ano. 

Nessa guerra, por enquanto, nós consumidores estamos ganhando…. 

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