Mês: junho 2017

Os próximos humanos

Todos os posts da categoria MINHA COLUNA DÓI foram escritos por meu pai, Antonio Carlos. Perguntei se ele queria uma coluna aqui no blog para escrever textos dos mais diversos assuntos; ele topou. O nome já é mais do que sugestivo, né?
 
Chove bastante. Los Angeles está irreconhecível.Na verdade, a humanidade está totalmente degradada. Um policial com a função de caçar androides já não sabe mais o que pode ser um “replicante” ou não. Na verdade, nem nós, espectadores do filme, temos essa certeza. Blade Runner comemora 35 anos de seu lançamento em 2017, e com uma sequência (aleluia!) que deve estrear nos cinemas em outubro.
 
O filme, que teve fracasso comercial no início, tornou-se cult e antecipou uma discussão que em breve fará parte de nossa realidade.
 
A revista National Geographic, na edição de abril/2017, trouxe o tema “O Próximo Humano”, com exemplos de pessoas que já estão recebendo implantes eletrônicos que se mesclam aos nossos sentidos e criam habilidades diferenciadas.
 
Mais um exemplo nessa linha vem de Elon Musk, o “cara” por trás das empresas Tesla e Space X. Ainda não se sabe muito do Neuralink, apenas que será uma tecnologia capaz de permitir comunicação entre seres humanos e computadores sem nenhuma conexão física.
 
Somos resultado da evolução biológica e da seleção genética que vem ocorrendo há milhares de anos. Mas agora começamos a influenciar também nesse processo, interferindo de certa forma no curso da natureza. Como lidar com isso?

A tensão psicológica de Fragmentado

Casey, Claire e Marcia são três adolescentes que foram sequestradas por Kevin em um estacionamento. Enquanto são mantidas em cativeiro, as jovens começam a perceber que o homem possui múltiplas personalidades – 23, exatamente – e é capaz de alterná-las com a força do pensamento. No decorrer da história, elas fazem de tudo para escapar dessa prisão inconstante.
Kevin Wendell Crumb é interpretado por James McAvoy, o qual soube representar muito bem o distúrbio que o personagem enfrenta e que resulta em suas diversas personalidades. Devido a isso, Kevin assume vários papéis: Barry é um jovem homossexual que estuda moda, Dennis é um homem sério que possui TOC e é obcecado por limpeza, Patricia é uma fanática religiosa, Hedwig é uma criança de 9 anos… Essa é apenas uma pequena parcela dos vários personagens que vivem dentro do corpo de Kevin. O trabalho de McAvoy, portanto, pedia uma imensa flexibilidade artística, a qual o ator soube atender perfeitamente. Em poucos instantes, percebíamos sua feição mudar de loucura à ingenuidade.
 
Durante a trama, somos apresentados à Dra. Fletcher, uma psicóloga que acompanha o tratamento de Kevin e que acaba envolvendo-se com o estudo desse distúrbio. Outra personagem de grande destaque é Casey, uma das adolescentes sequestradas. Vários flashbacks da infância da menina aparecem durante o filme, mostrando principalmente o momento em que ela aprendeu a caçar e a relação com seu tio.

O clima sinistro e extremamente tenso psicologicamente faz o filme atrair a atenção do espectador durante todo o tempo, intrigando-o e provocando questionamentos quanto ao desfecho. O diretor Shyamalan já anunciou que o filme terá uma continuação, que está prevista para 2019.
 

E você, o que achou do filme? Envolvente ou decepcionante? Me conta =)